I Passeio ao Litoral
O dia 26 de Junho amanheceu manhoso, o céu fechado e com ameaça de chuva…
Mas nada que amedrontasse os 20 condutores de clássicos Opel e seus acompanhantes que, conforme previamente estabelecido, se começaram a concentrar a partir das 9:00 horas junto ao magnífico Convento de Mafra.
Após os cumprimentos e abraços entre os que já algum tempo não se encontravam, com dois dedos de conversa à mistura e ultrapassadas algumas ameaças de “pane seca” para algumas das máquinas, a caravana formou-se ordeiramente pelas 09:30. Partiu-se então de Mafra, através dos campos da zona saloia, rumo a Norte com passagem por Torres Vedras.
A primeira paragem ocorreu na cidade da Lourinhã. Depois de aparcadas as viaturas junto aos paços do concelho, os participantes deste “Passeio ao Litoral” deslocaram-se a pé para efectuarem uma visita ao museu local. Este museu da Lourinhã, embora sendo mais conhecido pelo seu núcleo de paleontologia, já que possui a maior colecção ibérica de fósseis de dinossauros do Jurássico Superior e uma das mais importantes a nível mundial, tem também núcleos de arqueologia e arte sacra e um interessante núcleo de etnografia com o maior espólio da Região Oeste representando as antigas profissões locais que muito agradou a todos.
De regresso às suas valorosas “montadas”, os viajantes organizaram nova caravana em direcção ao local do repasto do almoço, nas proximidades de Peniche, já com a brisa marítima a anunciar-se acompanhada de um radioso sol de verão. O almoço, consistindo da tradicional e saborosa caldeirada, foi então degustado por cerca de 40 adultos e 5 crianças, algumas já sócias do COCP, tendo recebido rasgados elogios quer pela confecção como pela abundância. A manhã, passada em ritmo sereno e sem percalços de maior, não podia terminar da melhor maneira…
Apesar do agrado com que os participantes se entretiveram a prolongar o convívio do almoço, havia que dar continuidade ao programa e assim, novamente em caravana, deslocaram-se até ao Forte de Peniche. Esta fortaleza foi mandada edificar por D. João III em 1557 e viu o seu espaço utilizado de forma diversa de acordo com as necessidades e as vicissitudes históricas de cada época. Foi praça militar, abrigo de refugiados, residência de prisioneiros alemães e austríacos durante a Primeira Guerra Mundial, prisão política do Estado Novo entre 1934 e 1974, alojamento provisório de famílias portuguesas chegadas das antigas colónias ultramarinas em 1974, e a partir de 1984 albergue do Museu Municipal. Todas estas e outras histórias foram magnificamente relatadas pelo guia que acompanhou a visita.
Com esta visita a Peniche encerrou-se o programa deste “Passeio ao Litoral”, restando as despedidas de até breve e o regresso a casa feito já de forma livre. Tendo sido o primeiro passeio organizado nestes moldes, com programa para um só dia, resultou que as opiniões foram na maioria favoráveis à sua repetição, quem sabe, talvez ao Litoral Alentejano…















